Queremos Democracia e não Juristocracia

Vivemos numa democracia onde o poder está dividido em várias instancias, setores e departamentos. A isso chamamos de sociedade e, que nada mais é do que um grupo de pessoas tentando coabitar num mesmo local.
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As pessoas são diferentes e esse convívio, naturalmente gera atritos de vontades e expectativas. Para minimizar essa realidade foram estabelecidas regras implícitas e explicitas que vão se moldando conforme o desenrolar da historia. 

Após muito desenrolar, chegamos a atual conjuntura onde os poderes da população se dividem em legisladores, executores, julgadores, divulgadores, ambos com subdivisões locais, estaduais e nacionais. Completando o quadro há burgueses e proletários. Cada grupo possui poder específico e pré-determinado e o grau de influência varia de acordo com o momento e condições específicas. 

Enquanto ideal esse conjunto de poderes deveria ser harmônicos entre si objetivando construir o bem coletivo. Mas isso raramente acontece. O normal é vermos uma disputa entre ambos pela hegemonia e controle total sobre os rumos a serem tomados. Criam-se e dissolvem-se conluios, conchavos, agrupamentos pelas mais variadas razões, virtudes e vícios. 

Nesse contexto vimos recentemente um acordo explícito e vitorioso entre legisladores, julgadores e divulgadores visando derrubar os executores por motivos pífios. Foi um golpe de Estado diferente, sem armas e sem força bruta. Apenas manipulação da informação, interesses escusos e muita desfaçatez. 

Essa vitória fez com que os julgadores sentissem o gostinho do poder sem freios e com isso se voltaram contra os legisladores. 

O consenso geral é de que os julgadores estão certos em perseguir os legisladores e descobrir quais deles estão sendo movidos pelos vícios da roubalheira, desvio, e outros tipos de mutretagem, pilantrice e vigarice. 

O problema é que não vivemos numa juristocracia onde os julgadores sentem-se como possuidores de poderes divinos e imunes a tudo. Vivemos numa democracia e nada mais natural que os legisladores pilantras ou não, defendam-se de possíveis abusos de autoridade por parte dos julgadores. 

Assim os legisladores, na calada da noite, criam regras a serem seguidas pelos julgadores. O Julgador não pode:  
  • alterar decisão ou voto já proferido (exceto se por recurso); 
  • julgar quando estiver impedido ou suspeito; 
  • exercer atividade político-partidária; 
  • proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções; 
  • exercer outra função ou atividade empresarial; 
  • receber custas ou participação em processo; 
  • manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento.
Isso foi suficiente para que julgadores tivessem um piripaque e ameaçassem jogar a toalha e desistir de fazer justiça no Brasil. É muita regra para seguir.

A opção por juros escorchantes e menos gastos sociais

Para entender a atual conjuntura politica precisamos entender que o governo tem dois tipos de gastos: os destinados à população, que são os gastos com saúde, educação, segurança, assistência social, Previdência, entre outros, e há os gastos destinados aos ricaços que são o pagamento dos juros da dívida pública. Por norma foi estabelecido que para saber se um governo gasta mais do que arrecada deve-se excluir da conta receita-despesas o pagamento de juros da dívida pública. 
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Tudo começa muito antes mas vamos nos ater ao recente período de 2003 a 2013, onde segundo dados do Banco Central, o governo teve uma sobra média de 3% do PIB no seu orçamento ou seja, o governo nesse período, arrecadou mais do que gastou, em média. Até ai tudo bem. 

Nessa situação o governo conseguia pagar à população os benefícios como Previdência Social, Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos, o Fies, o Prouni, o Ciência Sem Fronteiras, a ampliação da rede federal de educação, os salários do funcionalismo, o Bolsa Família, o seguro-desemprego, entre tantos outros, e ainda sobrava uma grana. 

No mesmo período de 2003 a 2013, a sobra de 3% do PIB não era suficiente para pagar aos ricaços, os juros da dívida pública que ficavam em torno de 6%. Assim, no contexto geral o governo ficava devendo 3% do PIB. Ele economizava 3% mas gastava 6%. 

Para pagar os 3% que faltava, o governo recorria a novos emprestimos para saldar a dívida com banqueiros e rentistas, que em sua maioria é composto de milionários, bilionários e trilionários. É a elite financeira internacional mais os ricos do Brasil. 

Segundo dados, apenas em 2015, esse pessoal recebeu mais de 500 bilhões de reais dos cofres públicos. Recebeu muito mais que o dobro dos orçamentos da Saúde e Educação somados, que ficou em torno de 200 bilhões de reais. 

Outro problema é que o governo não foi capaz de reduzir os juros de forma a poder pagar os ricaços e sobrar dinheiro para investimentos sociais que beneficia a maioria das pessoas. Em vez disso o governo apresentou na Câmara de Deputados a PEC 241/55, também chamada de PEC do Teto dos Gastos, que se transformou na PEC 55/16 no senado. 

Nessas PECs, em vez de reduzir juros, se reduz os gastos destinados à população, fato que agradou tremendamente os banqueiros e rentistas milionários, bilionários e trilionários. Quando a PEC estiver em vigor o governo vai gastar menos com a saúde, educação, segurança, previdência, programas sociais entre outros, e assim sobrará muito mais dinheiro para pagar esses juros. 

Com a proposta, o governo Michel Temer e aliados transfere renda dos pobres, dos trabalhadores, dos aposentados e pensionistas, da classe média e do funcionalismo público para banqueiros e rentistas milionários, bilionários e trilionários, facilitando mundanamente a concentração de renda com redução drástica de direitos e políticas sociais. 

Não há dúvidas que no período 2003-2013, houve excelentes resultados, em comparação com outros períodos. No entanto em 2014 a queda de receitas fez a dívida aumentar por causa do pagamento de juros da dívida pública e por causa de uma campanha de que o "país quebrou" encampada pela oposição que não havia aceitado a derrota na eleição anterior e pela mídia tradicional, assessorada por analistas econômicos ligados aos rentistas, banqueiros, milionários, bilionários e trilionários. 

Eles não queriam ver o país se endividar tendo que arcar com dois tipos de pagamento: juros escorchantes e benefícios sociais. O endividamento do país aumenta o risco deles não receberem sua parte e sendo assim é obvio que a prioridade deve ser o pagamento dos juros. 

Em 2015, o governo Dilma Rousseff fez a péssima escolha de suprimir direitos e do corte gastos públicos nas áreas sociais. Iniciou o ano restringindo o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e aos benefícios previdenciários. Cortou gastos nas áreas da saúde e educação. Foi uma tentativa de que a dívida de 2014 não se repetisse em 2015. Faltou planejamento.

Comisso, criou-se o quadro perfeito para o fortalecimento da campanha midiática diária que, por longos meses ressaltou a “gigantesca e monstruosa crise”, o “abismo sem fim” e “agora é que Brasil afunda de vez”. Como resultado houve um apavoramento ainda maior da economia e sua consequente retração causando um aumento do desemprego e redução da arrecadação. A política do quanto pior, melhor foi posta a prova.

Paralelo a isso havia o desenrolar dos acontecimentos "políticos" decorrentes da Operação Lava Jato, reforçados e insuflados pela mesma mídia que tendenciosamente objetivava a ampliação de um ambiente de crise política e econômica, fato que definiu o impeachment. Tudo isso com a conivência do STF (Superior Tribunal Federal).

Passados meses, a saída encontrada pelo governo golpista foi a redução dos gastos sociais em detrimento dos juros escorchantes. O mercado financeiro vence mais uma vez.

baseado em texto original - Carta Capital
Confira também: Entenda a PEC 241/16 em 3 minutos

GTA V em Realidade Virtual

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Realidade virtual de Trevor Philips
Realidade virtual é uma tecnologia de interface avançada entre um usuário e um sistema operacional. O objetivo dessa tecnologia é recriar ao máximo a sensação de realidade para um indivíduo, levando-o a adotar essa interação como uma de suas realidades temporais. Para isso, essa interação é realizada em tempo real, com o uso de técnicas e de equipamentos computacionais que ajudem na ampliação do sentimento de presença do usuário.

Além da compreensão da RV como simulação da realidade através da tecnologia, a RV também se estende a uma apreensão de um universo não real, um universo de ícones e símbolos, mas permeando em um processo de significação o espectador desse falso universo o fornece créditos de um universo real. Em suma, uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.

(ative a legenda)

confira também: Grand Theft Auto na vida real.

Grand Theft Auto na vida real

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Grand Theft Auto (GTA) é uma série de jogos de computador e videogames criada por David Jones e Mike Dailly, sendo posteriormente gerenciada pelos irmãos Dan e Sam Houser, Leslie Benzies e Aaron Garbut. A maioria dos jogos foi desenvolvida pela Rockstar North (antiga DMA Design) e publicada pela Rockstar Games. O nome da série é um termo policial utilizado nos Estados Unidos para identificar roubos de automóveis: Grand Theft refere-se a furtos de valor elevado (maior que US$ 40,00) e Auto designa os automóveis. O nome desse crime, no Brasil, é Roubo Qualificado de Automóveis e em Portugal designa-se por carjacking.


confira também: GTA V em Realidade Virtual

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